Equipamentos ajudam a prever enchentes e deslizamentos em Itaquá

O novo  pluviômetro que foi instalado em Itaquá. Foto: Reprodução Tv Diário
O novo pluviômetro que foi instalado em Itaquá. Foto: Reprodução Tv Diário

Um estudo do Governo Federal revela que vários bairros de Itaquaquecetuba (SP) devem ser completamente desocupados. Enquanto isso não é possível, novos equipamentos podem ajudar a salvar vidas antes que enchentes e deslizamentos aconteçam.

O pluviômetro foi instalado no Parque Ecológico de Itaquá. Foto: Reprodução Tv Diário
O pluviômetro foi instalado no Parque Ecológico de Itaquá. Foto: Reprodução Tv Diário

A ideia é que sete pluviômetros automáticos funcionem na cidade e substituam o sistema manual utilizado até agora. No equipamento antigo, o funcionário tem que se deslocar até o aparelho e retirar a água, fazer cálculos e aí sim saber quanto choveu e passar a informação para a Defesa Civil. Já com os novos equipamentos, o volume de chuva é calculado automaticamente e as informações são mandadas via satélite, em tempo real, para um sistema que pode ser visto pela Prefeitura, pelo Estado e pelo Ministério da Integração.

O novo  pluviômetro que foi instalado em Itaquá. Foto: Reprodução Tv Diário
O novo pluviômetro que foi instalado em Itaquá. Foto: Reprodução Tv Diário

O monitoramento deve ser mais amplo, para assim poder alertar os moradores de áreas de risco. Os pluviômetros são instrumentos de emergência e as informações podem ajudar a Defesa Civil a retirar esses moradores quando os equipamentos detectam uma quantidade muito grande de chuva. Segundo a Prefeitura, os pluviômetros automáticos devem entrar em operação até o fim do mês.

Estudo
No entanto, o esforço do pluviômetro pode não ser suficiente. Um estudo do Relatório do Serviço Geológico do Brasil entregue para a Prefeitura aponta que a solução vai muito além do monitoramento. No relatório, as áreas são divididas em quatro tipos de risco. O R4 é quando há urgências para as ações e 13 bairros da cidade foram considerados prioritários.

Um deles é o Mascarenhas. As casas neste bairro estão às margens de um lago que recebe água do Rio Tietê. Em janeiro, as famílias que vivem lá viram as ruas do bairro desaparecerem e, para chegar em casa, apenas de caminhão. Para evitar o alto risco, a Prefeitura até mesmo treinou alguns moradores para fazerem o monitoramento. Uma destas pessoas é a agente do núcleo de defesa civil da comunidade Doraci Rodrigues. “Eu liguei, e eles vieram e tiraram o pessoal”, diz.

Kléber da Silva Conceição, coordenador da Defesa Civil. Foto: Reprodução Tv Diário
Kléber da Silva Conceição, coordenador da Defesa Civil. Foto: Reprodução Tv Diário

Mas essas soluções são temporárias, segundo técnicos do serviço geológico. A solução, para o Mascarenhas e outros 12 bairros, é a desocupação de acordo com o estudo. Ou seja, para eles, esses bairros teriam que deixar de existir. Mas, segundo o coordenador da Defesa Civil, Kléber da Silva Conceição, ainda não há uma previsão de quando ou como isso deve acontecer. “Está sendo feito o cadastramento de todas as famílias porque nós temos que trabalhar com outros departamentos, para daí sim a gente gerar uma solução de transferência desses moradores”, afirma.

Para quem vive no bairro, sair dali pode ser uma nova oportunidade. “Eu me imagino fora dos Mascarenhas, porque esse lugar para nós não dá não. As crianças aqui não tem nenhum benefício e nem para a gente. A água que a gente toma banho é a água da lagoa ali. As bombas são ali dentro. A solução que nós temos por enquanto é essa, a gente vai correr atrás e ninguém faz nada por nós”, lamenta o desempregado Fernando Aparecido Turciano.

 

Fonte: G1

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