Limpeza do Rio Tietê deve começar em outubro

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Bióloga Nadja Soares de Moraes segura a placa que alerta para a morte do manancial em trecho mogiano: falta saneamento / Foto: Jonny Ueda

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) espera iniciar a tão aguardada obra de desassoreamento de 54,2 quilômetros do Rio Tietê, na Região, até o final do próximo mês. A expectativa é começar os serviços nas proximidades do Rio Paraitinga, em Biritiba Mirim, na segunda quinzena de outubro. Já entre Mogi e Itaquaquecetuba, a previsão é de que as obras tenham início na primeira quinzena de novembro.

No trecho de 44,2 km entre Mogi e Itaquaquecetuba, o DAEE afirma que apresentará nesta semana à Secretaria de Estado do Verde e Meio Ambiente, o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) para o trabalho de limpeza e desassoreamento do Tietê, entre o Córrego Ipiranga, em Mogi, e o Três Pontes, na divisa de Itaquaquecetuba e São Paulo.

A Secretaria já recebeu o estudo de caracterização de sedimentos e indicação de deposição temporária para o desassoreamento de 5 km do Tietê, a montante do canal de adução da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), e outros 5 km do Rio Paraitinga (a partir da foz com o Rio Tietê), em Biritiba.

O DAEE afirma que a análise e aprovação destes documentos pela equipe técnica da SMA fazem parte do processo normal de emissão das licenças ambientais necessárias para execução do trabalho e estão dentro dos prazos previstos.

Somente nos 10 km do Tietê em Biritiba Mirim, as máquinas devem remover 70 mil metros cúbicos de sedimentos (basicamente areia, argila e sujeira) depositados no fundo do canal. O investimento no trecho é de R$ 6,5 milhões, com expectativa de conclusão da dragagem em 14 meses.

Já no trecho entre Mogi e Itaquaquecetuba, o DAEE espera remover 343 mil metros cúbicos de sedimentos e lixo, em um investimento de R$ 37,3 milhões. A obra tem como objetivo evitar inundações em Mogi, Suzano, Poá e Itaquaquecetuba.

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