No Caminho dos Viajantes

André João Antonil foi um dos viajantes que passaram pelo aldeamento de Nossa Senhora da Ajuda de Itaquaquecetuba. O relato está no livro “Cultura e Opulência do Brasil, por suas Drogas e Minas”, publicado em Lisboa no ano de 1711. Padre ordenado pela Companhia de Jesus, o jesuíta Antonil descreveu o caminho de São Paulo até as Minas Gerias, no inicio da exploração do ouro, além das relações sociais e econômicas da sociedade colonial.
A distância entre as vilas de São Paulo e Mogi das Cruzes era percorrida em quatro dias. Saindo de São Paulo, pousam em Nossa Senhora da Penha; passam pela Aldeia de São Miguel; pousam na Aldeia de Itaquaquecetuba; seguem até a Vila de Mogi das Cruzes.

"Dahi vaõ à Aldea de Tacuaquisetûba, caminho de hum dia." Foto: Histórias de Itaquaquecetuba
“Dahi vaõ à Aldea de Tacuaquisetûba, caminho de hum dia.” Foto: Histórias de Itaquaquecetuba

Nesta época, Itaquaquecetuba era um aldeamento indígena administrado pelos jesuítas. Produzia louça, fiava algodão e produzia alimentos para o Colégio dos Jesuítas da vila de São Paulo.
As imagens do livro são do exemplar conservado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Alguns após a sua publicação, o livro foi proibido e teve sua destruição ordenada pelo governo português, pois foi considerado um risco ao revelar a localização e os caminhos para as cobiçadas minas de ouro. Felizmente alguns exemplares foram salvos da fogueira.

Biblioteca Nacional
Biblioteca Nacional

 

Fonte: Histórias de Itaquaquecetuba / Historiador Cláudio Sousa

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