PM ajuda pai a fazer parto de filha no chão da garagem por telefone em Itaquá.


A Polícia Militar divulgou nesta quarta-feira (25) o áudio (ouça acima) que mostra uma policial militar ajudando um pai de Itaquaquecetuba, a fazer o parto da própria filha nesta terça-feira (24). As orientações foram passadas por telefone. Em entrevista ao G1, o almoxarife David Pereira de Castro contou que fez o parto no chão da garagem de casa. Ele já tinha três filhos, mas nunca tinha visto um parto.

img-20150324-wa0000
Laura ainda na garagem depois do parto. (Foto: David Pereira de Castro/Arquivo Pessoal)

 

O nascimento de Laura foi inesperado, apesar do casal ter ido em busca de auxílio médico no segunda-feira (23). Castro contou que levou a esposa, Silene Maria Oliveira de Castro, a um hospital em Arujá, cidade vizinha a Itaquaquecetuba, onde ela poderia ser atendida por causa de um convênio. “Mas não quiseram ficar com ela por não ter dilatação e a bolsa não ter rompido ainda. Mas ela já estava sentindo contrações e dores.”

Ele disse que pelo acompanhamento do pré-natal, Silene já tinha completado os nove meses de gestação. “Eu trabalho em São Paulo e no dia seguinte fui trabalhar. Quando cheguei no serviço, ela me ligou e disse que tinha rompido a bolsa. Fui correndo para casa. Quando cheguei, ela só conseguiu descer as escadas e disse que não tinha condições de entrar no carro. Eu a sentei em um banco e a coluna dela travou. Então, liguei para o 190.”

Cabo Marina ajudou a fazer o parto pelo 190. (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Cabo Marina ajudou a fazer o parto pelo 190.
(Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Por sorte, o pai foi atendido pela cabo da Polícia Militar Glaucia Marina Ramos Diringer, que tem formação em enfermagem e estava de plantão no Copom do Comando de Policiamento de Área Metropolitana – 12 (CPAM-12).

Castro disse que ela pediu que ele tirasse a esposa do banco e a deitasse. Neste momento, ele se lembrou de um colchão que estava no chão da sala e o trouxe para a garagem. Com a ajuda do enteado de 17 anos conseguiu tirar a esposa do banco e a posicionou no colchão. Uma vizinha percebendo a movimentação foi até a casa e começou a ajudá-lo. “Mandei meu menino ficar na escada para não ficar vendo. E conforme a policial me pediu para pegar lençol limpo e outras coisas, a minha vizinha falava com o meu menino que subia e entregava para ela que me trazia tudo.” Além de lidar com a emoção, Castro segurava o celular com uma mão e fazia o parto com a outra.

Laura depois de receber cuidados médicos no hospital (Foto: David Pereira de Castro/Arquivo Pessoal)
Laura depois de receber cuidados médicos no hospital (Foto: David Pereira de Castro/Arquivo Pessoal)

O pai descreve como um momento de pânico um instante em que ficou sem poder falar com a policial Marina. “Ela pediu um momento, acho que para falar com as viaturas. E eu não conseguia mais falar com ela. Foi justo nessa hora que a cabeça da bebê começou a sair. A boca dela estava com sangue e eu fiquei com medo dela abrir a boca, engolir o sangue e se sufocar. Eu não sabia o que fazer.”

 

Fonte: G1

Relacionadas

Leave a Comment