Policiais civis são condenados por adulteração de placas de veículos em Itaquá

Quarteto trocava a placa de carros roubados para revender os veículos
Quarteto trocava a placa de carros roubados para revender os veículos

Quatro policiais civis, entre eles um delegado, foram condenados por fazerem parte de um esquema de adulteração de placas de veículos em Itaquaquecetuba. O quarteto conseguia o número de placas não cadastradas no Detran (Departamento de Trânsito) para adulterar a placa de veículos roubados. A ideia era que os donos dos carros nunca os encontrassem e os automóveis fossem revendidos.

Quem conseguiu a condenação foi o MP (Ministério Público) por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

De acordo com a denúncia oferecida por promotores de Justiça do Gaeco, valendo-se de suas condições de policiais, Maria Aparecida Novaes, Ewerton de Paiva, Luiz Carlos Ferreira e o delegado Mauro Reinaldo Ricardo obtinham placas não cadastradas o órgão de trânsito.

Os quatro foram condenados pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Maria Aparecida, Ewerton de Paiva e Mauro Reinaldo pegaram uma pena de quatro anos de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade.
O delegado Mauro Reinaldo Ricardo também foi condenado por peculato – em razão de ter se aproveitado do cargo para fazer uso de bem privado de que tinha a guarda – e, por isso, recebeu a pena de seis anos de reclusão, em regime semiaberto.

Os quatro policiais tiveram a perda do cargo público decretada na sentença. Cabe recurso da decisão.

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