Vigilância Sanitária fecha asilo irregular em Itaqua

Casa de repouso atendia 11 idosos e foi fechada após denúncia anônima. Foto: Reprodução Tv Diário
Casa de repouso atendia 11 idosos e foi fechada após denúncia anônima. Foto: Reprodução Tv Diário

Cinco dias é o prazo que a Prefeitura de Itaquaquecetuba deu para a retirada dos 11 idosos de um asilo no bairro Veraneio Maracanã. A casa de idosos foi autuada e interditada, nesta terça-feira (26), pela Vigilância Sanitária. A unidade funcionava sem documentação e não atendia os padrões exigidos pela legislação, segundo a Polícia Civil.

O asilo fica na zona rural de Itaquaquecetuba e foi interditado pela Vigilância Sanitária com o apoio da Polícia Civil, após uma denúncia anônima. “O local não tem acessibilidade nem as mínimas condições para funcionar como um asilo. É uma chácara, com teto de madeira com infiltração, e condições de ventilação totalmente irregulares. Dois idosos estão acamados, eles não estavam sendo bem cuidados, e não tinham profissional para atendê-los. Os demais estão aparentemente bem, mas eles não se alimentavam direito”, disse o diretor da vigilância de Itaquaquecetuba, Edmilson Silva Gonçalves.

asilo 2

Onze idosos viviam na casa. O asilo funcionava na cidade há um mês. O proprietário chegava a cobrar uma mensalidade de R$1.500 por idosos abrigado. Segundo a polícia, essa mesma casa de repouso atendia em Arujá, mas saiu da cidade justamente por não ter os documentos necessários para exercer a atividade. “Estávamos providenciando a documentação, porque não fazia nem um mês que estávamos no bairro. Ai houve a denúncia e fecharam. Agora vou devolver todo mundo, chega. Vou ligar para os familiares, devolver os parentes. Eles tomam conta ou levam para outra casa de repouso.” justificou o proprietário Luiz Fernando Nascimento da Silva.

Os idosos também tem um prazo de 5 dias para deixar o local. “Tratando de uma atividade ilegal, adotamos o termo circunstanciado e a vigilância interditou o local. Vão responder perante a justiça e o município monitora a chegada da documentação, se é que vão conseguir”, explicou o delegado Francisco Del Poente.

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