Júri decide pela internação do maniaco de Itaquá

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Foi absolvido nesta terça-feira (14) de mais um crime, Roni de Oliveira Bastos, acusado de cometer oito homicídios e duas tentativas entre novembro e dezembro de 2011, em Itaquaquecetuba. A Justiça considerou que o ex-feirante sofre de transtornos mentais graves e não pode ser responsabilizado pelos crimes, mas determinou a internação em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado.

A principal alegação do promotor para os jurados é que o acusado é um psicopata incapaz de sentir afeto. “Ele é um assassino frio, calculista, perverso, racional e absolutamente indiferente aos crimes que ele cometeu”, afirmou em sua explanação.

Hoje com 26 anos, Roni de Oliveira Bastos está preso suspeito de assassinar oito homens e de tentar matar outros dois que conseguiram sobreviver em Itaquaquuecetuba. Os casos aconteceram entre novembro e dezembro de 2011, mas o júri desta terça foi para julgar o réu por apenas um dos homicídios. Todos os crimes estão sendo julgados separadamente.

Entre todos os crimes, o réu já foi julgado por seis homicídios e outra tentativa de assassinato, sem mesmo ir a júri popular, pois nestes casos, ainda na fase de processo, a Justiça aceitou a única alegação da defesa, a de que Roni sofre de transtornos mentais graves e não consegue responder pelos próprios atos. Por isso, a determinação foi de que ele deve ser internado num hospital psiquiátrico. A decisão da Justiça tem como base um laudo feito pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc).

Os especialistas constataram que Roni sofre de transtorno de personalidade e é incapaz de controlar seus ímpetos, com deficiência de senso ético. Eles fizeram ainda o alerta de que o réu apresenta elevado risco de voltar a cometer crimes e necessita de ambiente protegido.

No oitavo crime pelo qual é julgado, a tese de insanidade foi apresentada somente nesta terça, no júri popular. Roni é acusado de matar um homem que passava pela rua. Sem motivo algum, ele se aproximou armado da vítima e fez vários disparos. O advogado reconhece a autoria, mas pediu a internação do cliente. Até o promotor fez o mesmo pedido, usando o como base do laudo do Imesc. “Peço que vocês reconheçam que ele é ineputável e submetam ele a tratamento psiquiátrico. Submetam a internação por prazo indeterminado”, disse se dirigindo ao júri.

Roni de Oliveira Bastos, por enquanto, volta para o CDP Pinheiros, na capital. O acusado ainda tem mais dois julgamentos previstos, um na próxima semana e outro no mês de novembro, os dois no Fórum de Itaquaquecetuba.

Assista ao documentário do Canal A&E que relata a história do maniaco.

 

Fonte: G1

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