Suspeito de entregar ossada de ‘presente’ violou cemitérios, diz polícia

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Ossada foi deixada para psicóloga na Defensoria Pública (Foto: Alissom Rezende/Arquivo Pessoal).

O homem suspeito de entregar uma ossada humana de “presente” para uma psicóloga da Defensoria Pública de Itaquaquecetuba foi identificado e prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (2). De acordo com o delegado Francisco Del Poente, o homem disse, durante o interrogatório, que violou sepulturas para retirar as ossadas. Ainda segundo a polícia, o rapaz diz que costuma retirar restos mortais desses locais há 20 anos e que faz isso a mando de forças maiores.

“Ele tem violado sepulturas, tem subtraído os ossos. Alega que até come parte de corpos humanos e tem visitado esses setores que ele tem elegido por força de uma manifestação superior que o incomoda”, diz o delegado.

De acordo com a investigação, essa foi a terceira vez que ele deixou ossadas em um órgão público. No dia 10 de fevereiro, ele deixou ossos em frente ao Hospital Santa Marcelina. No dia 29 do mesmo mês, ele entregou restos mortais na sede do Conselho Tutelar e nesta terça, na Defensoria Pública.

De acordo com o guarda Alisson Rezende, a mulher desconfiou e não abriu o pacote, acionando a GCM. Quando os guardas chegaram, constataram similaridade com ossos humanos e solicitaram a perícia que confirmou a suspeita. A ocorrência foi apresentada na delegacia central da cidade. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar de quem são os ossos e quem os colocou lá.

A Defensoria Pública de São Paulo enviou uma nota informando que após receber o material, “entrou em contato com a Polícia Civil para informar o fato e para que fossem tomadas as medidas cabíveis pelos órgãos competentes.”

O delegado completou que o suspeito mora com a mãe. “As suas ações trazem muita preocupação e causam uma pertubação da ordem pública. Todo mundo fica apavorado e incomoda o funcionamento dos órgãos essenciais. Tudo foi encaminhado ao juiz para estudar uma medida cautelar para ele”, finaliza o delegado.

A ossada foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) de Suzano onde será feita a identificação.

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